Existem relações, tanto de amor como de amizade, baseadas na confiança. E essas mesmas relações são frequentemente abaladas por quebras de confiança de uma e de outra parte. Está na natureza humana errar, mentir e enganar, não que enganar. Isto coloca uma questão: não será a dita confiança que temos em alguém apenas uma maneira de pressionarmos a outra pessoa a fazer aquilo que queremos?
Quando alguém nos diz algo proibido, um segredo, e usa o argumento de que tem muita confiança em nós, essa pessoa está a usar esse argumento para nos atingir o sentimento que nutrimos para aceitarmos as condições impostas.
É importante pensarmos nisto com muita seriedade e calma, porque, primeiro, está em causa uma base, generalizada, das nossas relações com outras pessoas, e porque não será fácil de mudarmos de opinião acerca de uma crença tão enraizada na nossa mente.
CC1961
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